domingo, 7 de junho de 2020

Um breve, antes dos anos depois...

Sim, Luan viu as fotos, toda a armação de Arthur e como era de se esperar, acreditou. Brigas, discussões, desentendimentos, explicações óbvias que não eram aceitas. Afinal, quem tem o peso do sobrenome Fortezza, acreditem, carrega o peso da exposição de todos os seus males como estigmas, brincar de Paloma e se esconder numa armadura em algum momento teria seu preço, e foi pago alto demais...a vida cobra nossas dívidas em algum momento, cedo ou tarde...

Alguns envolvidos e vários caminhos a serem seguidos, restava dar o primeiro passo. O primeiro foi Luan, sua carreira não poderia parar por causa do seus problemas pessoais, era grato por não terem assumido nada publicamente, guardou a dor no bolso e seguiu fingindo ser forte.

Augusto, sempre integro tinha a confiança de Sônia que sabia que aquilo mais do que nunca era armação do seu filho, juntos, meses após o acontecido e vendo a reclusão de Maria Cecília, resolveram tirar tudo as claras, com a dolorosa ajuda de Bia, e desmascararam a fraude, em vão, algumas coisas não poderiam ser retomadas com facilidade.

- Você agora sabe que foi seu irmão, o idiota fez a montagem, que tipo de ser humano é esse?

- O Arthur sendo ele na sua melhor versão, nada me surpreende. Fala desinteressada. 

- Então é isso? Augusto questiona observando ela fazer carinhos no seu pet com o mesmo ar de desolação que a acompanhava a meses. 

- Augusto, eu sei que vocês todos esperavam uma reação mais...ativa em relação a mim, de querer ligar para ele - evita falar o nome - de me explicar e dizer que tudo foi um mal entendido. Mas eu estou cansada - falava com sinceridade. Grata pela Sônia saber quem é o filho de fato, a Bia também, mesmo ela continuando ao lado dele...Mas esse é o meu preço, brinquei demais vivendo a vida da Paloma e aqui não dá mais pra mim, na verdade nunca deu...

Ele sabia onde exatamente ela queria chegar... - Mas o lance Inglaterra foi par ao espaço, você perdeu o prazo depois que tudo aconteceu...

- Eu sei...você confia em mim não é mesmo? - Ela perguntava enquanto segurava agora sua mão.

- Claro que sim,  e sei que o que tiver de fazer é o certo. 

- Obrigada, isso era tudo que eu precisava ouvir! Mas...precisarei e muito de sua ajuda, tenho coisas importantes que ficarão sob sua responsabilidade, e tenho medo de ser um fardo...- falava preocupada.

- Amigos, lembra? Só peço que me dê permissão para no futuro, daqui a um tempo esclarecer...

- Claro Augusto! Depois que eu estiver a milhas de distância daqui pode fazer o que seu coração achar que é o certo, terá sempre meu apoio. Só cuida de tudo pra mim? O que pretendo fazer não tem tempo determinado...

- Eu prometo. 

- É o suficiente. 




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